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Atualizado em 05 de Setembro de 2010 às 13h36
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Sindicato dos Metalúrgicos
Cooperativa Habitacional
Sindicato realizou o sonho da casa própria para 403 famílias

O dia 9 de agosto de 1998 entrou, definitivamente, para a história dos metalúrgicos. Foi quando o Sindicato dos Metalúrgicos fez a entrega das chaves às 403 famílias que conseguiram transformar o sonho da casa própria em realidade e constituíram o Condomínio Residencial dos Metalúrgicos, na avenida Antônio Pincinato, 3398, bairro Japi, em Jundiaí.
O processo que culminou com a entrega das casas teve início no dia 1º de maio de 1992, quando o então governador Luís Antônio Fleury Filho esteve participando das comemorações do Dia do Trabalho, no Clube de Campo dos Metalúrgicos, e prometeu que o Governo do Estado iria construir, em parceria com o Sindicato, moradias para os trabalhadores sindicalizados.
Imediatamente após, o Sindicato passou a promover um cadastramento de interessados. Foram realizadas inúmeras assembléias, constituída uma cooperativa habitacional, definido o estatuto e enviados todos os dados solicitados ao Governo. No entanto, não foi possível avançar na iniciativa.
Mesmo assim, o Sindicato não desistiu e resolveu tomar a frente do projeto. As mais diversas alternativas foram tentadas, até que a Caixa Econômica Federal abriu a possibilidade de um financiamento de R$ 5,5 milhões, por meio do Procred Associativo, que viabilizou a construção das casas. Esse é um programa que utiliza recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e, por meio de cartas de crédito, permite a construção de moradias para grupos formados por famílias com renda entre 3 e 12 salários mínimos. O valor total do investimento foi de R$ 7,7 milhões, sendo que R$ 5,5 milhões (70%) foram financiados pela própria CEF, com prazo de quitação de 20 anos. O restante (30%) foi quitado diretamente junto à cooperativa, em até 12 meses. As prestações variam de R$ 50,00 a R$ 230,00, dependendo do tamanho da casa. O valor de avaliação de cada unidade “embrião” (quarto, cozinha e banheiro) foi de R$ 13.000,00; um dormitório – R$ 18.800,00; dois dormitórios – R$ 24.500,00; três dormitórios – R$ 31.500,00.
O tempo total de construção foi de 14 meses, tendo sido gerados, com a execução do projeto, 200 empregos diretos e outros 400 indiretos.


CONHEÇA UM POUCO DO PROJETO
O projeto habitacional dos metalúrgicos é considerado até hoje como exemplo. O arruamento e a infra-estrutura do condomínio serviram de parâmetro para obras semelhantes.
O condomínio é composto por 403 moradias, em terrenos individualizados, de 125 metros cada, numa área total de 91.240 metros quadrados, sendo que 41 mil metros quadrados estão ocupados com as residências e 49 mil metros com área verde, centro comunitário, equipamentos de lazer e outras benfeitorias.

As casas
As casas variam de 1 a 3 dormitórios, com área construída que vai de 26 a 61,5 metros quadrados. Trata-se de um projeto conhecido como “embrião”, ou seja, a planta foi desenhada de forma que a moradia possa ser ampliada, abrigando a família conforme as necessidades.
As de 3 dormitórios possuem dois andares, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro embaixo e uma suíte na parte superior, onde ainda existe uma saleta, que pode ser utilizada como sala de TV. As demais são térreas. Todas, no entanto, têm a estrutura preparada para receber o pavimento superior.
A Cooperativa dos Metalúrgicos também inovou quanto ao acabamento utilizado ns residências. Diferente de outros empreendimentos, neste, os adquirentes puderam escolher entre diversas opções de pisos, azulejos e louças sanitárias, de acordo com seu gosto.
Segundo o que foi fixado pela Caixa Econômica Federal, as casas foram entregues apenas com azulejos e pisos na cozinha e no banheiro. No entanto, foi colocado piso nos demais cômodos para aquelas pessoas que pagaram pelo serviço.
A pintura externa das residências obedeceu a um projeto cromático previamente estabelecido, que visava dar uma harmonia ao empreendimento. As moradias foram pintadas em, quatro tonalidades diferentes: flamingo, pêssego, extrato e cromo, dandoo visual de uma composição degradê.

Condomínio fechado
A segurança é outra prioridade da Cooperativa Habitacional dos Metalúrgicos. Por isso, foi projetado um condomínio residencial fechado, com dispositivos capazes de garantir a tranqüilidade de seus moradores. Ele conta com vigilância durante 24 horas por dia.
O sistema de comunicação implantado foi o popular DDR (discagem direta a ramal), que funciona como um telefone comum, individual, que possibilita contato direto entre a portaria e cada uma das 403 residências.


 


 


 



“Hoje tenho minha casa graças ao Sindicato”

Casado, pai de três filhos, Roberto Carlos Olívio, metalúrgico da CBC, morava “de favor”, como ele próprio diz, nos fundos da casa de sua sogra, no bairro Cidade Nova I, em Jundiaí. Em 1998, no entanto, sua vida mudou. “Eu fiquei sabendo pelo boletim do Sindicato que estavam abertas as inscrições para a casa própria e corri fazer a minha”, recorda. O tempo passou e Roberto começava a perder a esperança. “Estava demorando e eu resolvi comprar um carro. Foi justamente quando me chamaram. Eu nem acreditei, Pensei que teria de vender o carro que tinha acabado de comprar, mas nem precisei. O Sistema que o Sindicato desenvolveu com a Caixa foi tão bom que eu fiquei com o carro e consegui minha casa própria, que até já quitei”, comemora.
Para ele, o projeto embrião também favoreceu muito os compradores. “Eu, por exemplo, comprei uma casa com sala, cozinha, banheiro e um quarto. Hoje minha casa tem sete cômodos”, conta, revelando que já recusou ofertas pela casa. “Minha casa saía, à vista, por R$ 18.800. Dia desses recusei uma oferta de R$ 150.000. Não pretendo sair da minha casa; aqui é ótimo de se morar. E isso eu só consegui graças ao Sindicato”, agradece.


“Se não fosse o Sindicato não teria minha casa nunca”

Para Manoel Gomes de Sá, metalúrgicos da Sifco, casado, duas filhas, o sonho da casa própria só tornou-se realidade com o projeto habitacional do Sindicato dos Metalúrgicos. “Se não fosse isso, não teria minha casa nunca”, diz.
Antes de se mudar para o Condomínio dos Metalúrgicos, Manoel e a família moravam nos fundos da casa de sua sogra, na Vila Hortolândia, em Jundiaí. “Um amigo me falou sobre a cooperativa e eu corri para fazer a inscrição quando faltavam apenas dois dias para acabar o prazo”, recorda. “Com o esquema de financiamento, em cinco anos eu quitei a casa. Por isso que eu digo que foi uma bênção. Se não fosse isso, a grande maioria que mora hoje aqui não teria casa própria, estaria pagando aluguel”.
A valorização do imóvel, a segurança e a tranquilidade também fazem com que Manoel esteja plenamente satisfeito com sua casa. “Não posso me queixar, não. Hoje, por menos de R$ 160 mil eu não vendo minha casa”, afirma.

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